Sim, eu tenho uma livraria

Téo Brito arte independente clube molotov fanzine livraria

Em agosto de 2019 botei pra funcionar o Clube Molotov, essa pequena livraria alternativa e loja de arte independente. Além dos zines e quadrinhos, faço uma curadoria de livros sobre política, música e futebol. A loja funciona online, mas sempre que consigo estou presente com minha banca em feiras gráficas e eventos relacionados.

Sou um entusiasta dos fanzines, feiras gráficas, do mercado editorial underground e, claro, das livrarias independentes. Gosto da forma democrática e, acho que cabe muito bem dizer aqui, subversiva desses ambientes. Mas não só gosto como também acredito que esse seja o melhor caminho, tanto para o público como para o artista e todo o mercado alternativo.

Acredito que seja o melhor caminho, principalmente, por esses dois pontos:

1 - Inclusão na comunidade
As livrarias independentes contribuem para a inclusão de artistas e pequenas editoras na comunidade. Quando eu falo de comunidade quero dizer que pode ser física, como a região local de uma livraria. Mas também pode ser digital, como a comunidade que é formada nas redes sociais por se identificar com a proposta e curadoria do livreiro.

A relação entre iguais é bem mais fácil, certo? A burocracia para vender em uma livraria independente é mínima, quando muitas vezes nem tem burocracia qualquer. A relação é muito mais pessoal. O livreiro sabe quem você é, gosta do seu conteúdo e conhece sua publicação. As ideias e ideais são compartilhados.

A contribuição também vem não só da venda e da própria presença do livro na estante, mas através da integração de artista/editora com um público de interesses em comum, já identificados com a livraria. É uma espécie de carimbo que a livreiro coloca na publicação, meio que dizendo... “olha, esse aqui é dos nossos”.

2. Tornar o conteúdo acessível
Por outro lado, artistas e pequenas editoras contribuem para a diversidade do acervo da livraria, que assim pode oferecer, de forma mais acessível, publicações que a comunidade não encontraria com facilidade.

O Clube Molotov, que funciona em Fortaleza, consegue entregar para sua comunidade, de forma mais rápida e mais barata, publicações do sul do país. Ao mesmo tempo, por funcionar online, consegue levar livros de artistas locais para São Paulo, por exemplo.

Independentes de todo o mundo, uni-vos!



Postagem seguinte


Deixe um comentário